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Poema - Romã

Romã
Como romã, por fora inteira
Por dentro, casulos de grãos vermelhos
Metamorfose constante,
Perdida em tantos descaminhos
De confusas retas,
Ora em alegre desvario,
Ora triste, ora quieta.

Corpo convulso em calafrios,
Composé de fatos e cores
Em horas de tempos...
De sustos, quereres,
Sarcófago de pedra calcária,
Lacrado...
À espera da carne consumir-se

Metades de tudo e nada.
Paradoxo, redemoinho,
Divergências tantas...
Pois a alma que me tem,
Mansa não é.
A alma que eu tenho,
É cheia de cheganças.

Nauseada em vórtices de paixões,
Oscilante à beira do caos,
Gira que gira em torvelinho arrastada,
Assim, sem destino, andarilha do tempo,
Esquecido das noites, também dos dias,
Caminhar reto, teimoso e lento.

Na noite sacrossanta, ela,
A alma inquieta,
Espia, espicha-se, embrenha-se...
Por entre as escuridões vela,
A Lua de prata tão alta, tão distante...

E tão bela.
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Odenilde Nogueira Martins
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Saudade dos meus natais - crônica - Odenilde Nogueira Martins

A vida era mais simples, sem muita correria e, especialmente, sem tanta ansiedade. Havia tempo para as brincadeiras de roda que tanto me encantavam. Havia tempo para longas conversas com os amigos sentados no meio-fio de uma rua qualquer. Havia disposição para tudo! Parece que, naquela época, o tempo era mais benevolente, corria diferente, sem provocar sobressaltos quando se olhava o calendário. 

Quando novembro chegava, começávamos uma espécie de contagem regressiva, logo seria dezembro. Mas como o mês natalino demorava! Cada dia desse mês que passava, era caprichosamente riscado, menos um! As pessoas mudavam, tornavam-se mais cordatas, as crianças mais comportadas, havia as advertências de que Papai Noel estava vendo cada desobediência, cada teimosia, a nota escolar e até o banho mal tomado. A mãe dizia que ele tinha uma caderneta em que anotava tudo. De diabinhos passávamos a anjinhos, não queríamos correr o risco de Papai Noel ficar zangado e nos deixar sem presente. 

Na semana que antecedia o Natal, o ar ficava impregnado de um adocicado aroma de baunilha, cravo, canela e noz moscada, sinal de que começara a produção de bolachas. Bolachas que ganhavam diferentes formas e, algumas, até recebiam olhinhos pretos feitos com grãos de feijão. Algumas vizinhas se reuniam, uma montanha de massa era feita, os fornos a lenha queimavam o dia inteiro e latas e mais latas enormes iam sendo cheias de bolachas cuidadosamente dividas em partes iguais. E nós por ali, rondando... Rondando, na esperança que algumas se partissem e que nossa gula fosse saciada.
No dia 23, era o dia das cucas! Nossa! Até hoje não conheço ninguém que as faça tão deliciosas. Minha mãe gastava o dia inteiro para fazê-las: “O segredo é bater a massa várias vezes e ir acrescentando canela, raspinha de limão, baunilha... – dizia sempre. E ela as fazia com amendoim torrado, frutas cristalizadas e só de massa: “- Tem quem não goste com amendoim ou com fruta” – explicava. Nunca aprendemos a fazê-las.

Não havia correria ao comércio. O presente, que ganhávamos, era comprado no pequeno empório do bairro e vinha acompanhado de uma muda de roupa nova. Lembro-me da alegria que senti quando, em um Natal, ganhei meu primeiro sutiã! Foi demais! Sinal de que eu já era uma mocinha e, quem sabe, já pudesse namorar!

Nos natais de minha infância, os perus não corriam perigo, as galinhas sim. Estas eram trancadas no galinheiro para engorda e eram servidas com um recheio que só minha mãe sabia fazer. ´”- Era assim que a avó de vocês fazia o recheio, bem italiano.” 

Não havia balada depois da ceia, saíamos à rua para mostrar uns aos outros os presentes recebidos. Todos comprados no mesmo empório e já vistos, revistos e admirados por todos. Não havia hora para nos recolhermos, já que os adultos também reuniam-se em animadas conversas e planejavam o churrasco do dia seguinte.

E assim lá se ia mais um Natal, com simplicidade. Sem a ressaca de preocupações com dívidas contraídas. Hoje sei que éramos verdadeiramente felizes! Que saudade dos natais de minha infância!


Odenilde Nogueira Martins.

O mito grego de Eros e Psiquê

Muitos são os mitos gregos repletos de beleza e ensinamento que, todavia, permanecem válidos até os dias atuais.

Joseph Campbell, o maior estudioso na área de mitos nos diz que os mitos não são uma mentira. Segundo Campbell, mitos são poesia e metafísica, o que conecta muitas verdades atemporais em diferentes histórias, de modo que chamamos de “mito” as religiões ou tradições dos outros, as quais não compreendemos, e nunca as nossas em questão.

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O Mito de Eros e Psiquê

Psiquê era filha de Mileto, um rei mortal, e a mais bela de suas três filhas. Ela era capaz de despertar a admiração de qualquer pessoa e vários viajantes de lugares longínquos vinham de longe para apreciar tamanha beleza, pois jamais tiveram visto alguém tão belo como ela era. Na Grécia Antiga, só era conhecida a beleza de Eros, o deus do Amor, e de sua mãe Afrodite, a deusa da Beleza, de forma que as pessoas se admiravam por nunca terem contemplado pessoalmente uma beleza tão peculiar.

As irmãs de Psiquê, que não eram tão belas, logo se casaram, porém a jovem não, pois nenhum homem, apesar de achá-la muito bonita, tinha coragem de casar-se com ela e assumir tamanha responsabilidade. Logo, o rumor de sua beleza chegou à Afrodite, o que de fato deixou-a muito zangada.

Afrodite, a fim de não perder sua autoridade como deusa da Beleza, convocou uma reunião com os outros deuses do Olimpo e todos eles concordaram com o plano de vingança que ela havia elaborado.

Assim sendo, o rei, preocupado com o destino da filha, resolveu consultar os oráculos e todos eles deram a mesma resposta: a de que Psiquê não havia encontrado ainda um pretendente por seu destino já ter sido traçado pelos deuses. Ela estava condenada a casar-se com um terrível monstro e nunca mais ver sua própria família. Os pais, muito tristes pelo destino da filha e temerosos de contrariar ordens superiores, foram mandados pelos deuses a vestirem-na com trajes de núpcias e colocarem-na num alto de um rochedo para ser desposada pelo monstro.

E assim fizeram: banharam-na e vestiram-na com os trajes, de maneira que a jovem foi deixada no alto do rochedo. Já cansada esperando o marido para desposá-la, ela resolveu se deitar e adormeceu, até que um vento muito forte, Zéfiro, soprou e a levou pelos ares e Psiquê foi transportada para um lindo vale. O local parecia um cenário de sonhos: havia um castelo enorme de mármore e ouro e vozes sussurradas que lhe informavam tudo o que precisava fazer. Ela foi guiada a um enorme banquete, com as mais diversas especiarias pela voz e depois para um quarto muito aconchegante para que pudesse descansar. Ao ir para o aposento, logo percebeu que alguém a acompanhava e a voz lhe disse “sou o seu marido”, de forma que ela descobrira então que era este o marido que lhe havia sido predestinado que, todavia, estava usando um manto e uma máscara.

Ele era extremamente carinhoso e a fazia sentir bastante amada, nunca deixando faltar nada para o seu bem-estar. Todavia, ele havia colocado uma condição: ela não poderia ver a sua face, dizendo: “Você precisa confiar em mim, pois um dia irá saber. Se vir minha face, me perderá para sempre. Apenas confie”. Psiquê concordou com a condição e permaneceu com ele, muito feliz por sinal.

O marido aparecia somente à noite, deixando tudo ao seu dispor, de forma que, quando amanhecia, ele desaparecia. Com o passar do tempo, mesmo se sentindo extremamente feliz porque seu marido era o melhor dos esposos e a fazia sentir o mais profundo amor, ela resolveu fazer-lhe um pedido arriscado: o de ir visitar seus pais e as irmãs, mesmo sabendo que era contra a regra do oráculo. O esposo, após muita insistência de Psiquê e contrariando a regra dos deuses, informou que algo terrível aconteceria. Psiquê continuou insistindo até que ele permitisse, por fim, que as irmãs a visitassem.

Ao chegarem, as irmãs se depararam com o grande e farto palácio e sentiram muita inveja de Psiquê, pois além de não serem tão bonitas quanto ela, seus maridos não detinham tantos bens. Elas encheram Psiquê de perguntas sobre o marido e sua aparência, de maneira que a jovem ela acabou revelando que nunca houvera visto seu rosto anteriormente. Elas especularam: “Psiquê, você já pensou na possibilidade de que seu marido seja um monstro? Você deve ver seu rosto para ter a certeza!”. Após irem embora, a dúvida foi então gerada na mente de Psiquê.

Dias se passaram e, em uma das noites, ela pediu para que o marido deixasse ver o seu rosto, o que foi prontamente negado. “Você deve confiar em mim, Psiquê” – Replicava o marido.

Num outro dia, a jovem ainda se sentindo sozinha, pediu ao marido que a deixasse pelo menos ver as irmãs pela última vez. Ela alegou que nada havia acontecido da última vez que se encontraram, convencendo por fim o marido a permitir a visita novamente, de forma que este a advertiu, mais uma vez, para que ela tivesse muito cuidado com as próprias irmãs.

As irmãs chegaram outra vez e retomaram o mesmo assunto sobre ela nunca ter visto o rosto do homem. Psiquê, vencida pela dúvida, pergunta para as irmãs como ela poderia então fazer para ver o rosto do homem. Uma delas respondeu: “leve consigo uma vela e uma faca. Ao anoitecer, quando ele adormecer você acende a vela e, no caso dele ser um terrível monstro, mate-o imediatamente antes que ele ataque.”

Nessa mesma noite, com o coração totalmente tomado pela curiosidade, após o homem adormecer, ela acendeu uma vela e procurou ver o rosto do marido. Para seu espanto, viu o próprio Eros, criatura de extrema beleza e ficou totalmente extasiada e encantada pela beleza estonteante do marido oculto, que teria feito esse pedido para que a esposa se apaixonasse pelo que é e não somente por sua beleza. Psiquê ficou tão deslumbrada pela visão do esposo que não percebeu que uma gota da cera da vela pingara no peito do amado e isso o fez acordar assustado. Ele, ao ver que ela tinha quebrado a promessa, prontamente desapareceu, como num passe de mágica, junto com o palácio e tudo o mais.

Sozinha e infeliz, Psiquê começou a vagar pelo mundo. Um dia, em extremo sofrimento e amargura, de tanto implorar aos deuses uma nova chance, ela foi levada para a presença da própria Afrodite.

“Você desobedeceu a ordem dos deuses, perdeu meu filho para sempre” – disse Afrodite. Psiquê, após tanto implorar dizendo que faria de tudo para ter o amado de volta, se submeteu aos desafios de Afrodite.

O primeiro deles foi o seguinte: Afrodite levou Psiquê a uma sala, onde havia uma enorme pilha de grãos, todos misturados. A jovem deveria separar a pilha em pequenos montes de feijão, ervilhas, milho, cevada, e outros grãos que ela mal conhecia antes do anoitecer. Incrédula diante de tamanho desafio, Psiquê se desanimou diante dessa primeira tarefa, até surgir um pequeno grupo de formigas que se encarregaram do trabalho, colocando cada grão em seu devido monte.

Não acreditando em como ela conseguiu realizar a tarefa, Afrodite colocou um segundo desafio: a tarefa de obter um punhado de lã dourada dos carneiros selvagens. Desta vez, Afrodite acompanhou Psiquê a um campo onde pastavam os carneiros, animais extremamente perigosos, mas dotados de algumas mechas de tal lã. Psiquê sabia que poderia ser morta ao chegar perto deles e, mais uma vez, não acreditou que conseguiria realizar sua missão. Quando deixou o desespero de lado e passou a observar os carneiros, percebeu que os animais se coçavam esfregando-se nas árvores. Psiquê esperou, então, o anoitecer e, quando os animais se afastaram, ela colheu calmamente os fios dourados que ficaram nas árvores.

Já era demais para Afrodite, que elaborou desafios impossíveis para que Psiquê entendesse o valor do “o perderá para sempre”. Assim, esta lhe atribuiu uma terceira tarefa: Afrodite entregou a Psiquê uma jarra de cristal que deveria ser cheia com a água negra que caía de uma cascata muito alta. Para chegar perto da água, Psiquê precisava caminhar pelo musgo, portanto poderia facilmente escorregar, cair e quebrar a jarra. Era praticamente impossível alcançar aquela distância toda e apanhar a água com segurança.

Eis que uma águia tornou-se o referencial para a solução: o animal apanhou em seu bico a jarra, encheu-a d’água e voltou, entregando-a com segurança nas mãos de Psiquê.

Mais uma vez, não acreditando na capacidade da jovem, Afrodite lançou o quarto e último desafio, o qual tinha certeza de que ela não passaria: a tarefa de Psiquê descer até o mundo subterrâneo para pegar uma caixa e devolvê-la à Afrodite. Além do medo do mundo subterrâneo, a moça sabia que no caminho encontraria diversos espíritos que lhe pediriam ajuda, tentariam dissuadi-la de realizar a tarefa ou simplesmente dificultariam seu trabalho.

O grande desafio de Psiquê era manter-se fiel ao seu objetivo. Algumas vezes, disse não às pessoas que a interpelaram, outras vezes, as atendeu, mas nunca deixou de priorizar suas metas. Assim, ela chegou ao mundo subterrâneo e pegou a caixa das mãos de Hades. Porém, no caminho de volta, Psiquê não podia conter sua curiosidade e abriu a caixa: prontamente ela caiu em um sono profundo com o pó de Morfeu que havia dentro do objeto.

Eros, consternado com a situação, implorou misericórdia a Zeus, que depois de muito declinar, acabou aceitando suas condições. Afinal das contas, foram atribuídos a ela desafios impossíveis, que todavia ela conseguiu realizar. Ele então a beijou e Psiquê e esta foi transformada numa deusa, de forma que jamais pudera voltar ao mundo dos humanos novamente. Eles então se casaram no plano dos deuses e a partir daí, Eros e Psiquê nunca mais se separaram e viveram felizes para sempre.

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Análise do mito
O mito de Eros e Psiquê possui muitos valores a serem ensinados. O primeiro deles, como podemos perceber, é a questão de que Psiquê desde cedo se mostrava diferente dos seres humanos comuns, possuindo um significado intrínseco que pode ser interpretado como as nossas virtudes. Todos nós admiramos a virtude e as pessoas virtuosas, porém assim como os homens que não tinham coragem de pedir Psiquê em casamento, nós não assumimos as virtudes para nós, permitindo que vivamos experiências que muitas vezes sabemos que serão infrutíferas para a nossa evolução.

Nosso tempo pode ser comparado com um arqueiro com um número de flechas limitado em uma floresta: este mesmo arqueiro não atirará suas setas a esmo e sim procurará analisar bem o seu alvo a fim de acertá-lo. O alvo é pequeno e exige conhecimento e uma boa pontaria, de forma que o espaço fora deste mesmo alvo é muito maior e nos dá inúmeras possibilidades de atirarmos, porém sem direcionamento algum. Nosso tempo, assim como as setas, é limitado e por isso precisamos selecionar melhor as nossas experiências.

Psiquê, sendo destinada a “casar-se com um monstro”, representaria a nossa união com a saída do processo de ignorância, pois quanto mais adquirimos conhecimento, mais percebemos que todo o universo é regido por leis, as quais devemos respeitar e estudar a fundo. Sair de uma posição de conforto proporcionado por uma crença é algo doloroso, pois neste processo percebemos que somos nós os responsáveis por nossas próprias tragédias e aquilo que permitimos que aconteça em nossas vidas. As guerras, crueldades e todos os desastres humanos são a soma dessa falta de conhecimento que temos, de modo que torna-se mais fácil atribuir a culpa de nossos sofrimentos em eventos, pessoas ou divindades externas do que a nós mesmos.

Psiquê se une a Eros, que não se revela prontamente. Como qualquer pessoa facilmente se uniria a um deus, Psiquê deveria provar seu amor verdadeiro através da confiança, pois caso soubesse que “o mostro” fosse o deus da beleza, assim como qualquer pessoa, prontamente aceitaria o casamento. Ela se deixou levar pela dúvida imposta pelas irmãs, ou seja, pelas forças externas que nos puxa para baixo, assim como nos faz a sociedade.

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Os desafios de Afrodite

Tendo se dado conta do erro, Psiquê voltara à sua condição anterior de solidão, o que a fez se sentir extremamente infeliz. Ela reconhece o seu erro e mesmo sabendo que perdera Eros para sempre, acaba persistindo e colocando suas forças em cumprir os desafios impostos por Afrodite.

No primeiro desafio Psiquê trabalharia o discernimento, já que tinha de selecionar os grãos e para isso deveria ter conhecimento – trata-se de um domínio físico da matéria, começando por sua organização. No segundo desafio, Psiquê trabalharia a virtude da percepção, a fim de bolar estratégias para apanhar a lã dos carneiros selvagens sem se prejudicar. Os animais selvagens em vários mitos representam nossos instintos e as questões de nossos corpos que deveríamos dominar para evoluirmos.

O terceiro simbolizado pela águia, uma imagem ícone do império Romano, faz alegoria com a Sabedoria, uma vez que este animal voa alto e pode enxergar a tudo. Neste desafio, Psiquê enfrentaria um processo de domínio emocional também simbolizado pela água, que se refere às emoções em mitos de várias culturas.

Por fim, desafio de fogo de Psiquê de descer até os infernos para apanhar a caixa de Hades parecia ser o mais fácil, sendo na verdade o mais enganoso. O fogo é sempre apontado como o intelecto, assim como no mito de Prometeu ao roubar o fogo do Olimpo e distribuir aos homens, dando a eles a capacidade de serem como os deuses também. Psiquê então desceu a um plano obscuro de sua mente e ali deixou-se vencer mais uma vez por aspectos não superados: a curiosidade de fazer algo que não lhe competia.

Podemos perceber que o mito nos mostra uma aptidão que o ser humano tem para não fazer coisas que lhe compete como também a aptidão para fazer aquelas coisas que não lhe compete.

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E o que temos a aprender com o mito?

Valores como superação, persistência e busca pelo aprimoramento pessoal são aprendidos no mito de Eros e Psiquê. Percebemos que mesmo que existam forças externas impostas pela sociedade que possam nos levar para baixo, devemos nos manter firmes aos nossos valores e àquilo que nos transforma em seres humanos melhores.

O domínio de nossas falhas são desafios impostos a nós todos os dias, de maneira que sempre estaremos, a cada instante, tendo de superar algo dentro de nós mesmos.

Também no mito a natureza sempre esteve presente, auxiliando Psiquê a chegar onde pretendia, o que significa que jamais estaremos sozinhos e que tudo, inclusive as piores experiências, acontece para nosso aprimoramento pessoal.


Texto por: Luciana Calogeras

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